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Seita bolsonarista difere da direita séria

Movimento golpista difere muito de política de estado. Foto:

Por Paulo Campos dia em OTB no Brasil

Seita bolsonarista difere da direita séria
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Agência Trabalhador – São Paulo

Paulo Campos é Vice-Presidente Nacional da OTB – Ordem dos Trabalhadores do Brasil

Desde a ascensão de Jair Bolsonaro ao poder, temos ouvido, de maneira insistente, aqueles que se dizem conservadores se manifestando de maneira diletante em relação ao espectro da direita na política brasileira.

Bastante distantes dos conceitos tradicionais de livre mercado e de direitos individuais sobrepostos aos direitos coletivos, com minimização da participação do estado e defesa dos valores tradicionais e religiosos, bolsonaristas vivem em um universo à parte com capacidade de catalisar o que há de pior na sociedade.

“Nas democracias de todo o mundo acometidas pelo populismo reacionário de Trump, Bolsonaro e afins, é necessário insistir que não faz sentido se colocar como patriota e não respeitar a democracia. A democracia, afinal, é o modo de governo qu se baseia em escolhas do povo”.

Este novo modelo de extremismo, baseado nas diretrizes da direita, construído sobre forte base de fakenews, que, seja pelos conteúdos, seja pela insistência, conseguiu se entranhar no imaginário de parcela imensa da população, sobremaneira em grupos ainda mais radicais como o que foi capaz de promover a barbárie na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Esse movimento não é de direita. Ao menos de direita ordeira, disciplinada e coerente com valores liberais, conservadores e religiosos que prega. Na verdade este movimento é de extrema-direita, seguindo princípios do fascismo essencial, desfilando suas características de controle da mídia, ultranacionalismo, com desejo ditatorial, arregimentação da sociedade e da economia, ênfase no militarismo, desprezo pelos direitos humanos e instituição da violência contra opositores.

O 8 de janeiro acabou com o bolsonarismo

Não existem sinais que o movimento golpista tenha se extinguido. Embora tenha sido mortalmente ferido, e tenham os atos terroristas, demonstrado, de maneira clara e indiscutível que o bolsonarismo não se trata de um movimento democrático, subsistem, como em qualquer unidade terrorista, células de resistência, com líderes dispostos a perpetuar o ideal equivocado, inclusive ainda clamando por uma democracia às avessas.

Somente 3% dos brasileiros foram favoráveis aos atos antidemocráticos, 93% reprovaram a depredação extremista.

Assemelhados à integrantes de uma seita, comandados por Bolsonaro, que embora silenciado, por atos tenha estimulado seus asseclas, como quando fugiu para não passar a faixa a seu sucessor, evitando cumprimentá-lo e desejar um governo que seja bom para o Brasil, à exemplo de seu arquétipo Donald Trump, ato que, somado às infindáveis manifestações pró golpe de estado durante seu governo, terminaram no evento catastrófico, seus seguidores seguem ativos. Durante um próximo momento, certamente emudecerão, porém, a exemplo do que vem acontecendo nos EUA, recrudescerão, restando só avançar na radicalização nos próximos anos.

A vitória de Lula abriu o país para pautas que estavam esquecidas de desenvolvimento social, distribuição de renda, políticas econômicas inclusivas e combate á violência entre tantas outras paralisadas por Bolsonaro, mas será preciso sucesso para garantir que sentimentos de revanche descabida retornem ao imaginário deste contingente que acredita em mamadeiras em formato de pênis, chamamento de OVNIS piscando celulares acima das cabeças e que dar cloroquina para emas era o correto durante a pandemia.

Leitura recomendada: Weapons of Mass Delusion: When the Republican Party Lost Its Minds, de Robert Draper, Editora Penguin Press.

 

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