OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil        Quarta-Feira, 17 de Julho de 2024

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O sequestro das redes sociais

Utilizadas como instrumento por políticos nem sempre sinceros, tornam-se veneno para a sociedade. Foto: Paulo Campos, Vice-Presidente Nacional da OTB

Por Paulo Campos dia em OTB no Brasil

O sequestro das redes sociais
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Agência Trabalhador – São Paulo

Paulo Campos é Vice-Presidente Nacional da OTB – Ordem dos Trabalhadores do Brasil

ARTIGO – O Brasil, por ter superado um golpe de estado e ter um governo ativo apesar do retorno das fakenews pelas redes sociais, deve ser considerado um sucesso, mesmo que, para funcionar, o atual governo tenha de se valer de muita articulação, como a que resultou na criação do blocão, PSD, Republicanos e MDB.

Redes sociais que serviam de distração, agora são veículos de disseminação de mentiras.

As fakenews, notícias falsas publicadas como se fossem verdadeiras, servem para tentar legitimar um ponto de vista ou prejudicar uma pessoa ou grupo de pessoas, essa é a definição mais conhecida.

Por terem viés político, apesar de atingirem mais a população mais pobre e com menor escolaridade, que se valem das redes sociais para se informar, também são capazes de atingir público com maior estudo, pelo conteúdo viral.

Sites que contém este tipo de conteúdo fraudulento, são na maioria produzidos por profissionais que compram domínios de páginas, adotam identidade visual semelhante a de veículos sérios de comunicação, geralmente iniciam compartilhando notícias verdadeiras, atraindo seu público antes de iniciar a veiculação de mentiras. 

Pessoas compartilham mais as fakenews que notícias verdadeiras

Estatísticas mostram que o compartilhamento de notícias verdadeiras caiu cerca de 17% enquanto a divulgação de mentiras aumentou 61%.

O motivo disso é que as páginas que produzem este conteúdo misturam notícias falsas com verdadeiras para confundir o leitor, se valem de chamadas sensacionalistas e retiram afirmações de personalidades importantes de contexto para dar a entender que disseram o que na verdade não falaram.

Estas páginas se valem de montagens fotográficas, que tem poder de agregar valor de verdade a uma notícia inventada.

Consequências

Além de influenciar de maneira fraudulenta eleições, destruir reputações de pessoas e ser ferramenta de ataque à democracia, as notícias falsas (fakenews) já levaram pessoas ao linchamento, como o que houve no Guarujá – SP, resultaram em mortes por falta de vacinação ao propagar mentiras sobre vacinas, com mentiras que legitimaram atos de violência como o assassinato de Mariele Franco no Rio de Janeiro, trouxeram de volta, pelo mesmo motivo, doenças como o sarampo e a paralisia infantil que estavam erradicadas no país, resultaram em ataques xenofóbicos a acampamentos de venezuelanos em Roraima e ataques homofóbicos em diversas localidades, ao alimentar discursos de ódio.

Extrema-direita

Mas, o pior é que estas de redes de mentiras são alimentadas por redes de extrema-direita, que tem objetivo bastante claro de assumir o poder, se valendo de falsas premissas.

A extrema direita sempre se utiliza do nacionalismo, se apoderando de símbolos nacionais como a bandeira, a camisa da seleção, símbolos e músicas, chegando à população através da internet, da religião, da mídia e mesmo através da violência.

Tem maneira autoritária de agir, buscando controle absoluto dos direitos dos cidadãos, agindo também na economia e na cultura, se valendo até de sindicados especialmente criados para manter a população em harmonia com os ideais do governo.

Como os extremistas acreditam na violência e na força como meio de garantir sua presença, valorizam militares e policias, sempre veiculando discursos de terror para manter a população preocupada e necessitada de “proteção” de, geralmente, perigo que não existe.

No Brasil, foi comum a propagação de um medo do comunismo. Que não existe, de maneira efetiva, no país.

Não há valorização da liberdade (apesar de afirmarem o contrário), da integridade física, igualdade ou da vida, dessa maneira atacam jornalistas e artistas que se posicionem contra as posições do governo.

E, por fim, incorporam a retórica religiosa em seus discursos, enquanto estão construindo sua influência. Quando adquirem influencia total, passam a perseguir religiosos e fechar locais de reunião e oração.

 

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