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EDITORIAL - OTB é a favor da reestatização da BR Distribuidora

Controle dos preços dos combustíveis tem de ser tratado como estratégico. Arte: OTB

Por Paulo Campos dia em Eventos e Ações OTB

EDITORIAL - OTB é a favor da reestatização da BR Distribuidora
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Agência Trabalhador – São Paulo

EDITORIAL

Paulo Campos é Vice-Presidente Nacional da OTB - Ordem dos Trabalhadores do Brasil

Não é política recente dos movimentos de direita a privatização.

Sob a desculpa que governo deve governar e não “ter” empresas, políticos embarcam nessa missão e o que vemos, durante governos de direita – e extrema direita – é o fenômeno da privatização.

Isto desde sempre. Telesp em 1998, Banespa erm 2000, mais recentemente a BR Distribuidora – motivo desde editorial – entre 2019 e 2021 e Sabesp em 2024 (com promessa de baixar tarifas quando, na verdade, as tarifas aumentaram e o serviço deteriorou) sem falar de Vale do Rio Doce (mineração), Telebrás (telecomunicações), Eletrobrás (distribuidoras de energia), Eletropaulo (distribuição de energia); sem falar na Refinaria de Pasadena, TAG, Liquigás, Docas do Espírito Santo e nas que estão perto de serem vendidas baratinho ao mercado, como: Correios, Dataprev, Serpro, Casa da Moeda e EBC – Empresa Brasil de Comunicação, CEAGESP, CEASAMinas.  

A lista é quase tão grande quanto as denúncias de favorecimento, corrupção, venda abaixo do valor de mercado e, o pior dos absurdos, venda dos oleodutos das TAG, com contrato de aluguel que, em 4 anos devolve o que foi pago. A TAG foi descaradamente doada para o mercado.

 A BR DISTRIBUIDORA privatizada e o custo para a população

De todas as privatizações promovidas, talvez a mais relevante tenha sido a da BR Distribuidora. Assumida pela empresa VIBRA Energia, que manteve o direito de utilização da marca Petrobrás em todos seus produtos, como LUBRAX, Postos PETROBRÁS, Petrobrás GRID, entre outros, enganando a população que pensa estar adquirindo de uma das principais empresas produtoras de petróleo do mundo.

E a relevância se mostrou em toda sua importância quando, sob pretexto da Guerra dos EUA contra o Irã, a VIBRA subiu o preço do diesel na bomba para os caminhoneiros 35 vezes mais que seu custo.

Traduzindo, enquanto seu custo subia R$0,03 (três centavos) a VIBRA, visando exclusivamente lucro, aumentou em R$ 1,06 (um real e seis centavos) o litro do diesel, custo que foi integralmente repassado para o bolso do caminhoneiro.

Caminhoneiro que, enganado, culpou o governo pelo aumento, que foi provocado exclusivamente pela irresponsabilidade da política de privatizações do governo Bolsonaro, aliado à infalível ganância do empresariado, que não perderia jamais oportunidade de faturar alto.

Por este motivo a ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, autuou a VIBRA , pelos indícios de prática abusiva, após fiscalização realizada pelo Ministério da Justiça, a SENACON – Secretaria Nacional do Consumidor e a Polícia Federal.

A multa não foi definida e dependerá da conclusão do processo.

Em nota a VIBRA Energia se defendeu afirmando que os preços dos combustíveis são formados por múltiplos fatores e que análises parciais não refletem adequadamente a dinâmica de formação dos preços.

A Petrobrás, para segurança nacional, precisa retornar a ser responsável pela produção e distribuição de combustíveis em todo o país. Não que seja necessário exclusividade. A abertura do mercado é bem vinda, entretanto, deixar a população à mercê de especuladores inescrupulosos, que aumentam artificalmente os preços, foi erro grave.

Erro felizmente reparável.

 

 

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